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Idéias Crônicas



Quanto fale o seu sonho?

Adoro sair com a minha tia. Quando estou com ela, pareço que não tenho nenhum problema, principalmente com dinheiro. Ela é dona-de-casa e às vezes vai até o shopping passear e comprar algumas coisinhas... Vou junto. Acho intrigante o jeito dela de viver. Estou quase certa de que ela pensa que é famosa e rica pela forma que age. Ela adora essas revistas de fofoca (é assim que eu fico sabendo das coisas, ela me conta) e de promoções. A mega sena não escapa nem uma única vez, principalmente quando o prêmio está acumulado, como nesse Domingo.

É impressionante que hoje em dia até para o povo sonhar, é preciso pagar. A barganha do sonho de ser milhonário está a um real e 50 centavos!! Por esse preço, pode-se sonhar até 5 dias com o quê se faria com 50 milhões. Os sonhos primários são materiais como casa, carro, quem sabe um barco... Uma viagem! Tem aqueles que são mais caridosos e se comprometem a doar metade... ou um décimo... ou cem mil... As mulheres sonham com plásticas e os homens com novas mulheres. Cá entre nós, quem não gosta de sonhar em comprar tudo o que tem vontade, trabalhar meio período (no máximo), para vida toda! Mas lembre-se, essa "passagem" ao mundo dos sonhos custa R$1,50 nas lotéricas de todo Brasil.

Os sonhos duram até o dia do sorteio. Alguns nem conferem, sabem que não têm chance; comprou o bilhete só pelo prazer do sonhar. Às vezes penso que seria bom ter um sonho consumista. A maioria dos meus sonhos não posso comprar ou pagar; não posso pagar por compreensão ou pára que a Marta termine logo a obra em frente a minha casa (ela iria embolsar o dinheiro...). Brincadeiras a parte, penso com tristeza como milhões ou milhares são o sonho da maioria da população, assim como a fama: baratos, fáceis e rápidos, como o dinheiro da conta bancária do meu tio. Hoje é o sorteio e minha tia espera acertar ao menos 3 números. Perto do tanto de cartelas que ela jogou é bem provável... Ela sonha alto e paga um alto preço também. Total do sonhos dela: R$90,00. Quanto fale o seu sonho?



Escrito por Camila Alves às 16:39:59
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Every Milk is irreversible

Navegava por aí, pela net, quando resolvi ler o fotolog do Del. Fiquei esperando Godot por um tempo, depois desisti de entender a mim mesma. Estou desolada. Fico assim quando caio de cara no chão e percebo que existem pessoas que não acreditam em boas intenções, boas ações e boa vontade. A maior parte das coisas que faço são racionalizadas no coração. Eu sinto, ele fala. Não faço mil planos arquitetados; não sou calculista, faço o que acredito que devo fazer. Mas existem "aqueles" que já apodreceram por dentro e vêem em tudo e em todos o pior que pode ser visto...

Muitas coisas são irreversíveis. Principalmente decisões que os outros tomam sem nos consultar e que vão nos afetar. São palavras e atos irreversíveis, que nos transformam para sempre e que, muitas vezes, nos tornam duros e secos por dentro... Tomar cuidado com o que se faz ou o que se diz, deveria ser fundamental. Uma vez que se derrama ódio, rancor, raiva e inveja; não chore pelo amor, carinho, meiguice e diversão perdidos. Uma vez que se derrama o leite, como disse o Del, não adianta chorar pelo copo vazio. Fico desolada em pensar em quantos copos "aquelas pessoas" conseguiram esvaziar, com toda sua falta de amor pela própria vida.

Fico desolada em ver que meu copo está cada vez mais vazio. A proporção de quanto o encho não é a mesma para a de quanto derramam. Não me venham pedir para ver o mundo cor-de-rosa, depois que meus olhos enxergarem o transparente do meu copo e ver ao chão todo leite derramado. O próximo passo dessas pessoas é abater a vaca que está fornecendo o leite. Cuidado com quem você brinca. O otimismo é tudo que podemos ter hoje em dia.



Escrito por Camila Alves às 13:51:53
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Changes

Odeio Greve na USP (para quem não sabe a USP está de greve e, principalmente a Letras), seja por hábito ou necessidade! Mas odeio por motivos banais, ou seja, por me lembrar da última greve. Não gosto de voltar para alguns passados. O meu "efeito borboleta" anda meio apagado. Nunca quis mudar nada. Até hoje, não mudaria nada. Talvez por medo ou talvez por sorte. Mudanças sempre são boas e ruins, todo mundo sabe. Não há ninguém que goste e, muito menos, que não as espera. Quem nunca quis mudar de nome, de cidade, de namorado, de família, de trabalho? A comodidade, nossa maior inimiga e aliada. Bruno é o comodismo em pessoa, mas sabem, nunca mudaria isso nele! É uma forma que eu tenho de não ser comodista, aliás, incomodo-me com tudo, com a situação de todo mundo e do mundo. E como o verbo mudar no meu mundo só se conjuga no presente e no futuro, resolvi que vou mudar um pouco o blog, não na estética -como sempre faço - mas no conteúdo. Estou avisando a todos que ele se tornará mais introspectivo. Acredito que a instrospecção escrita é a maneira mais agradável de falarmos sobre coisas comuns a todos, mas que muitos não têm coragem para falar (ou escrever). Mudar as palavras, mudar as frases e as idéias;mudar para me conhecer e ser eu mesma; mudar para nunca me encontrar e, talvez, continuar a ser o que sempre fui...



Escrito por Camila Alves às 16:11:01
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Como tenho saudades daquilo que nunca foi meu.

Não faz nem um mês que acabou meu estágio no Rui Bloem e eu estou morrendo de saudades dos alunos, da Neide e da Sílvia... Eu estava preparada para tudo, xingo, briga, até ameaça (de briga)... Não é exagero, isso aconteceu com amigas minhas, não lá, mas enfim, dá medo... Dá medo porque é algo novo, e você não sabe o que vai enfrentar, como são os alunos, como será sua relação com eles... Como eu dizia, eu estava preparada para tudo, menos para deixá-los. Não acredito na falta que eles me fazem! As séries que mais sinto falta são as que eram da professora Neide (que tb saiu), 1.ºK, 1.ºL e 2.ºK... Sinto falta desse pessoal e de outras pessoas que gostei de conhecer como a Bianca e a Shakirinha! Era engraçado porque no primeiro ano eles me chamavam de "professora" e no segundo colegial era "Camila". Apesar de existir uma diferença significativa de idade (eles tem 16 e eu 22), muitas vezes eu me sentia mais colega do que professora deles. Ainda bem que era um estágio e que eu estou acostumada a trabalhar com 5.º e 6.º séries onde não existe essa falta de profissionalismo meu. Mas era estágio e estágio é estágio. Aproveitei muito. Fiz as 60 horas em dois meses. O problema é que agora minhas segundas e sextas são vazias (de sentimentos, risadas, confusões e bagunças), fico na "paz" do meu quarto estudando e fazendo o relatório de estágio... Nunca imaginei que ser professora era tão gratificante, nesse sentido, porque no outro... Bem, é como dizem: Tudo o que é bom dura o tempo necessário para se tornar inesquecível!

 



Escrito por Camila Alves às 20:29:43
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A.M.I.G.A.S.

Para o resto dos nossos dias...

Amigas não são idéias crônicas na minha vida... Elas são constantes crônicas. Minhas amigas são verdadeiras fadas e estão fadadas a ficarem sempre ao meu lado. O fato é que hoje em dia, seja no meio político, no meio social ou no meio econômico, o importante é ter amigos que arrisquem, talvez até o governo, em nome de uma amizade. Brincadeiras políticas e uluLULAntes a parte, conheci muitas pessoas,  fiz amigas maravilhosas como a Aline (espero a foto dela...), mas as 4 amigas das quais falarei hoje eu devo muito (principalmente minha sanidade e insanidade mental).Carol, Gaby, Rê e Ju... Quem não conhece ou não tem alguma amiga com, ao menos, um desses apelidos? Porém essas 4 não são "Carolinas", "Gabrielas", "Renatas" ou "Julianas" quaisquer... Elas são verdadeiras preciosidades hoje em dia. Lógico que sou suspeita para falar, mas se vocês conhecem alguma das 4, veriam que elas são singulares! A essa altura vocês devem estar no mínimo enjoados de tanto açúcar! Se vocês estão enjoados por causa de um simples parágrafo, imaginem o que elas já agüentaram de mim!?! Ou vocês acham que é fácil conviver com alguém como eu? Na verdade, elas foram as minhas primeiras Amigas. Tenho minhas amigas de infância (Lud, Mari, Graziela), mas foram essas 4 malucas que me ajudaram a chegar até aqui.

Conheci a Gaby na oitava, quando fazíamos teatro, a Rê, a Carol e a Ju conheci no colegial. Das quatro, só estudei no terceiro colegial com a Gaby e, a única aula que fazíamos juntas, com excessãp da Ju, era o Coral. Mas, não, vocês não têm idéia do que elas já passaram! Minhas invenções eram as mais esquisitas. Teve uma época que eu cismei que éramos cover das spice girls (detalhe, hoje em dia percebo que somente eu achava isso, mas na época...). Como a Rê diz(ia): "O médico mandou não contrariar". Não sei se tenho andado muito com a Aline, mas estou começando a achar que elas tinham pena de mim (devido a minha insanidade mental). Mas não, elas eram amigas mesmo, daquelas que topam todas! Para a Carol, por exemplo? Não tem um programa de índio! Querem animar qualquer festa?? Meu, chama a Gaby! Quer um colinho e uma boa história? A Ju existe! Mas se você quer conversar sobre qualquer assunto mais sério a Rê está aí para isso... Só que elas não se restringem simplesmente a essas ações. Elas são muito mais! É por esse motivo que, quando eu recebo alguma corrente sobre amizade eu leio e deleto, acho elas todas ridículas! Quem tem amigo não precisa ficar lendo que "a distância não acaba com uma verdadeira amizade" ou que "fique feliz pelos seus amigos", etc. Quem realmente tem amigos sabe que se eles moram, hoje em dia, longe (como a Carol, na Bahia ou a Rê no Rio), a amizade não termina; sabe que é feliz mesmo que fiquem um tempo sem se falarem ao telefone! A grande idéia crônica da amizade está na própria amizade. Ela simplesmente existe e, como outras questões, não tem uma origem muito bem delineada, ela simplesmente nasceu de um encontro! Ter amigos não é necessário somente para adolescentes ou crianças. Acho que todo mundo precisa de um amigo, vocês não acham? Mesmo se for para ouvir reclamação! AMIGAS são algo a parte! Vocês já viram 4 ou 5 amigas juntas? Acho que chegam perto dos 5 fab (do seriado Quear eye for the st.Guy, da Sony) - 5 gay fabulosos... Sinto falta das minhas amigas que não estão perto e sinto falta das minhas amigas que estão perto. É difícil nos encontrarmos mesmo morando tão próximas, foi exatamente como pensei que seria, a vida nos impulsionou para caminhos diferentes com horários complicados. Mas eu tenho certeza, seja no Sul ou no Nordeste do Brasil, o coração de nós 5 bae no mesmo rítmo ao pensarmos na nossa Amizade.



Escrito por Camila Alves às 19:06:42
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Travessia Órphica

Inicio essa idéia crônica pedindo desculpas aos meus amigos que lêem o blog! Assim como à querida Shakirinha que, por alguns instantes, fez-me pensar que eu tinha capacidade para escrever todos os dias. Porém, a idéia crônica de hoje é a idéia crônica que atormenta muitas cabeças nessa época do ano: o sono.

Todos os dias estou levantando mais cedo, chegando em casa mais tarde, estudando o dobro, não falando com ninguém - daí o melodrama que não comentarei da Juju no nosso outro blog - comendo pouco, mas comendo besteiras e, finalmente, tendo um sono de quatro a três horas. Exisitem aqueles, como o Danilo, que acreditam que dormir pouco faz bem. Porém a única que os leva a sério, em qualquer ocasião, sou eu. Realmente, a inércia fazia com que eu me levantasse todos os dias...

Até a aula da Jacoto (Literatura Portuguesa V - Fernando Pessoa e etc)! É nessa aula que tomo a pílula que abre meus olhos e, assim, vejo Matrix: a colher não existe e eu não sou mais eu, eu consegui "outrar-me" para ir até a faculdade; "outrar-me" para fazer os trabalhos; "outrar-me" para comer. Foi quando me deparei em frente a muitos "eus" e só consegui ver a mim mesma no sono... Ah! Como eu gostaria de poder dormir, de poder acordar e ver que aquela a quem olho no espelho sou verdadeiramente EU! Pois ao olhar-me esses dias vejo apenas fragmentos da minha própria mesmice cotidiana e rotineira no ato do acordar. Meus sentidos já não se comovem mais! Não sinto o gosto da comida, por isso como qualquer coisa! Já não consigo enxergar as cores, elas me são todas iguais! Terei eu que ir até o final do semestre, para resgatar no inferno eu mesma?! Mas, espero que o meu final não seja o mesmo que o de Orpheu: quero passar em francês. (tudo isso É sono e sonho)

Não se assustem, tudo o que escrevi é apenas minha Lembrança de Campos que berra pela Cidade de São paulo, depois do dia do Trabalho através de minha cabeça; é todo meu passado mental que achei em na literatura de Portugual. É muito sono, confesso, e tudo que eu queria agora era uma cama, um travesseiro, um ursinho e que Orpheu tocasse na harpa qualquer música do Ozzy (Changes ou Dreamer) para que eu pudesse, ao menos, uma noite dormir e sonhar comigo mesma. Boa noite a todos!



Escrito por Camila Alves às 16:29:13
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Nostalgia total!

De volta para os anos 80...

Estou me sentindo em clima de retrospectiva! Retrô total! Depois de ter feito essa homenagem para o Pedro, não pude deixar de fazer um flash-back ao meu passado! Hoje de manhã, por exemplo, passou na TV Caverna do Dragão, quem aí tiver mais de 17 anos, com certeza lembra! Desde pequena eu já era meio "do-contra", enquanto todas as meninas gostavam do arqueiro, o Hank, eu gostava do Eric, aquele meio bobão com escudo que vivia resmungando! Acreditem, é porque ele me fazia rir! E, lógico, na minha cabeça eu era a Sheila! Nossa, era muito legal os chamados "anos 80"!! Rola por aí um e-mail muito bom sobre coisas dos anos 80; da "nossa" infância, mas eu não guardei, infelizmente! Lembro que eu adorava brincar com pongoball, comer guarda-chuvinha e cigarrinho de chocolate, jogar 31 jogos no Phanton, e assistir o Bozo, a Mara Maravilha e, lógico, Chaves (pq o SBT parou de passar? - ah, sabiam que vai ter o filme do Pelé??), entre outras coisas. Na minha pré-adolescência, eu comecei assistir muito os filmes que passam de tarde na Globo e no SBT e o filme que eu mais gostava era O Clube dos 5! Eram:a inesquecível ruivinha, Garota de Rosa-Choque Molly Ringwald, que faz o papel de princesinha da turma, Judd Nelson, o rebelde (um dos meus ideais masculinos), Emilio Estevez (irmão de Charlie Sheen e que teve um casamento tumultuado com Demi Moore - antes do Bruce Willis), que representa o esportista, Ally Sheedy, uma garota meio dark e Anthony Michael Hall, o garoto mais inteligente da turma, que traz o mistério da trama porque ninguém sabe porque ele está lá! Esse filme foi altamente perturbador na minha formação pessoal. Primeiro porque eu era muito parecida com a personagem da Ally, sempre fui meio isolada e distante, além de altamente perturbada e estranha. Meu desejo era ser como a personagem da Molly, Claire, não por ser popular, mas pq ela era um padrão (mesmo não sendo uma Britney). Hoje em dia consigo fazer "numa boa" aquele "barato" do batom que ela faz. O legal do filme é que a personagem da Ally, Allison, se transforma e até consegue um beijos do esportista Andrew de Emilio Estevez! Mas ainda sim eu queria ser a que fica com o bad-boy John Bender (em uma outra ocasião escreverei sobre a idéia crônica da figura do bad-boy romântico em minha vida).

Outras duas características dos anos 80 que não consigo esquecer são as roupas que vocês podem recordar com o seriedo "Barrados no Baile" que está passando todo dia na Sony! E as músicas! Madonna, maravilhosa, muito louca! E Cindy Laupen era super querida! Principalmente por causa da música de outro filme que eu AMO Os Goonies, aliás, como o Mikey do filme está gordo na pele do Sam do Senhor dos Anéis! O movimento punk estava no apogeu, mas na "night" como no Resumo da Ópera ou na Phonix só tocava "poperô"... Que anos mais estranhos! Acredito que, de todas as minhas manias dos anos 80, a única que me restou - agora que o SBT tirou o Chaves da programação (repetição do protesto) - é ler os quadrinhos do Maurício de Souza! Adoro a turma da Mônica, assim como Garfield, Snoop e O Menino Maluquinho do Ziraldo! 

Acredito que não seja apenas eu que tenho boas lembranças daqueles anos. Mas já é passado. Não direi infelizmente porque sou feliz agora, porém sei que devo aos anos 80 meu péssimo gosto para programas de tv, meu gosto terrível por certo tipo de homem, minha esquisofrenia em ser um tipo de mulher contrário ao que eu aparento e aos meus inimagináveis hábitos Mac-alimentares! Desses anos muito doidos saiu aquela a quem vos fala! Que é feliz - na maior parte das vezes - com todos esses defeitos!



Escrito por Camila Alves às 21:24:31
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Uma homenagem para Pedro

Uma idéia muito crônica que tenho na minha cabeça é a infância, principalmente agora que estou vivendo e revivendo momentos incríveis desde o dia que decidi fazer uma disciplina na faculdade chamada "Literatura Infantil e Juvenil: Linguagem do Imaginário III". Quando eu era mais nova, lia todos os livros do Pedro Bandeira, Álvaro Cardoso Gomes, Toni Brandão, entre outros autores. E, por causa dessa matéria, entrei em um mundo mais infantil, onde me sinto realmente uma criança! Devido a um trabalho, mandei um e-mail para o meu autor favorito da Lit. InJu., Pedro Bandeira, a respeito do seu livro, que é uma graça, Cavalgando o Arco-Íris. Pedro, permita-me transcrever os e-mail aqui, pois foi meu presente de aniversário mais comovente. E vocês, meus amigos, ao lerem saibam que é um sonho realizado conversar com Pedro, que é um grande autor!

"Pedro: Para ser sincera, não sei como começar essa mensagem. Sinto-me como uma criança diante do Papai Noel (não que eu seja uma criança ou você velhinho e barrigudo)! Estou escrevendo para pedir um auxílio em uma monografia que farei a respeito de uma obra sua. Sou estudante da faculdade de Letras. Estou cursando a disciplina de Literatura Infanto-Juvenil e minha monografia será sobre a sua obra “Cavalgando o Arco-Íris”. Porém, não posso começar a perguntar coisas sobre a obra sem antes, Pedro, dizer que TODAS as suas obras já tiveram um momento muito especial na minha vida (e continuam tendo). Sou uma assídua colecionadora de seus livros, mesmo com os 22 anos. Decidi fazer faculdade de Letras (e depois farei Jornalismo) para, quem sabe um dia poder ser uma escritora realmente capacitada. Foi graças a sua forma de cativar que fez com que eu gostasse tanto de ler, escrever, estudar... Quantas vezes eu me apaixonava e chegava a ser tão parecida com Isabel? Quando era mais nova dizia que minha irmã poderia ter uma fábrica de livros só porque se chama “Laurinha”... Enfim, suas obras fizeram e fazem parte da minha vida e da minha formação acadêmica. Por esse motivo tenho o privilégio de fazer uma monográfica sobre Cavalgando o Arco-Íris. Como o livro é muito rico, tive que escolher um só ponto para a análise. Gostaria de saber qualquer coisa sobre a composição do livro, no que ou em quem pensava, para quem escrevia (crianças de qual geração), qualquer dado será de grande ajuda. Agradeço desde de já qualquer atenção sua. E espero um retorno. Lembro-me, inclusive que, na sétima série, lá no ginásio, minha professora disse que mandaria para você uma cartinha que eu havia feito. Durante 2 anos pensei que você não gostara do que eu havia escrito, até reencontrar a professora e ela confessar que havia guardado a carta de recordação. Bem, essa foi outra estorinha".

E ele me respondeu: "Querida Camila. Que prazer receber mensagem de alguém que, tendo sido meu leitor, é hoje uma pessoa intelectualizada, procurando crescer na vida e fazer o meu país crescer junto! "Cavalgando o arco-íris" foi escrito de 1983 a 1984. Na ocasião, uma editora chamada Maristela, disse-me que, dentre as carências que ela sentia na literatura infantil era a de livros de poesia. Disse-me que os títulos que havia, como o da Cecília Meirelles (Ou isto ou aquilo), não agradavam as crianças, pois seus conteúdos pareciam adultos, mesmo que a linguagem tentasse ser infantil. Debrucei-me então sobre esses poucos livros e descobri que poucas vezes os poetas escreviam para crianças procurando entender o modo de pensar da criança que leria aqueles versos. Do meu canto, fiquei reciocinando sobre os pequenos, tentando entender qual era seu ponto de vista a respeito de coisas comuns. Daí escolhi aspectos como a inveja do brinquedo que o amigo ganha, o modo como os adultos tratam as crianças, relação familiares e cada detalhe trazia-me uma inspiração. O livro fará 20 anos de publicação em agosto deste ano e acho que consegui o que pretendia: as crianças o lêem como se suas páginas fossem espelhos onde elas vêem refletida sua própria maneira de pensar e agir frente ao mundo. Na esteira deste livro, já produzi "Mais respeito eu sou criança", "Por enquanto eu sou pequeno" e "Obrigado mamãe". Felizmente, os pequenos leitores continuaram gostando... Desejo-lhe muita inspiração e muita sorte em sua monografia. Depois de pronta, você me envia o texto por e-mail?  Mil beijocas do Pedro Bandeira

PS: Que pena que sua professora não me mandou sua cartinha!"

 

Já sei o que vocês vão falar; sim, eu fui bem "puxa-saco", mas isso aconteceu naturalmente! Deixo aqui, portanto, essa homenagem àquele que realmente proporcionou-me momentos maravilhosos na infância e na adolescência. Obrigada por tudo Pedro. "Quando crescer, quero ser tão boa escritora como você". Obrigada também ao meu ilustríssimo professor Nicolau! E uma última palavra para todos os meus amigos e terceiros que conseguiram ler até o final, essa mensagem: não tenham preconceito para com qq tipo de leitura, leiam! E se vocês puderem, leiam também aquilo que resgate a criança dentro de vocês, não para reviver o passado, mas para não endurecer com a idade.

Mil beijinhos!



Escrito por Camila Alves às 11:53:53
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De volta à vida...

Feliz Páscoa!

 

Hoje, pelo que me consta, ainda é Páscoa. Todo mundo feliz e um quilo, pelo menos, mais gordo por causa dos ovos de chocolate. Só os poucos e verdadeiros cristãos (e também os milhares de fanáticos) estão comemorando a ressurreição de Cristo. Aliás, "The Passion", o tal filme do Mel pode ser impressionante, muito exagerado, etc. Mas eu concordo com quem afirma que só foi demonstrado o sofrimento físico! Tudo bem que a humanidade tem cede de sangue, principalmente os homens que adoram luta-livre e vale-tudo. Mas meu protesto está no que faltou ao filme: o abandono. Outra coisa, o que foi aquela ressurreição? Ou melhor, o que não foi... A Ressurreição é muito mais "animal" do que a cruxificação! É, porcamente falando, voltar a viver! Aliás o "voltar a viver" está dada vez mais difícil, não concordam? Toda semana é a mesma rotina e correria. Eu nem viajei (para estudar e porque não fui convidada pela família do Bruno - pode??) e confesso que esse feriado foi a morte do meu ânimo! Além de ler dois livros em francês e uma pilha de textos, fiquei refletindo sobre o Tédio do mundo atual, talvez fruto das minhas leituras críticas sobre o Fernando Pessoa. E fiz uma grande descoberta: sou uma decadentista! Nada mais aguça meus sentidos, eles estão saturados. O niilismo seria a alternativa mais próxima se não fosse a arte. Como os decadentistas, descobri que é na Arte que encontro a Verdade Absoluta; é somente na Arte que me encontro com Deus. Podem me chamar de Yolanda Penteado, mas é só na Arte e através dela que me realizo minha ressurreição. E é agora, nesse momento, escrevendo, entrando em contato com a Arte mais apreciada por mim: a escrita, que vou criando forças para voltar para esse mundo caótico, cheio de deveres, tédio e rotina. Amanhã as provas, estágio (que é bem legal) e rotina. Hoje é o meu encontro com Deus. Feliz Páscoa para todos! Aliás, eu nasci em um Domingo de Pásco, sabiam?? Ah, por favor, não comam muito chocolate! Não quero ninguém se queixando que está gordo(a)!



Escrito por Camila Alves às 23:17:01
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Blog novo, velhas idéias

É incrível como uma idéia dentro de mim não fica quieta até sair! Finalmente fiz esse blog. Não pensem que briguei com a Ju. Na verdade, só queria fazer um blog que tivesse a minha cara. E aí, o que vocês acharam? Eu adorei e espero que vocês também gostem... Pronto, idéia, pode sair da minha cabeça; já comecei o novo blog! É isso aí, para a felicidade de alguns e a infelicidade de outros, vou continuar escrevendo. Verdade que demorei muito para começa-lo, mas esperava uma boa ocasião: o meu aniversário de 22 anos que é amanhã (dia 4 de Abril).

 

Não sei se vocês sabem dessa estória, mas quando eu era pequena (tinha uns 10 anos) programei toda a minha vida até os 22 anos exatos: em maio me casaria com o meu amor de infância, em Julho ficaria grávida para poder ter trigêmeos (Leonardo, Denis e Bruno) em Março-Abril de 2005; seria uma grande escritora e jornalista, trabalharia talvez na Globo ou na Folha e seria uma escritora com aspirações à Academia Brasileira de Letras! Ufa! Quanta prepotência para uma pirralhinha de 10 anos. Foi uma boa época... Comecei a escrever, acreditava que meu velho amor aconteceria não importava o passar dos anos, acreditava que poderia carregar o mundo com as mãos... Fico impressionada com a imaginação que uma criança pode ter, não?! Porque até os 11 eu ainda me considerava criança! Na minha época não tinham muitas das antecipações como hoje em dia. Sabe quando percebemos que ficamos velhos? Quando o que gostamos e conhecemos não faz mais parte do mundo!

As coisas mudam, sim. Mas tem muitas coisas que ficam como, por exemplo, a idéia mais crônica da minha vida: Acreditar! Eu acredito que nossa Emoção é que move o mundo; é o que nos faz ter planos mais grandiosos que nossa própria realidade. Não sei se essa idéia crônica em mim é culpa de uma educação realizada através dos filmes da Disney, dos livros que eu li e leio, das músicas que cresci escutando, mas sei que Sonhar e Imaginar são as melhores coisas que podemos fazer! Sei que não realizei nada do que planejei, mas a minha Esperança de poder ser alguém como Acreditei e Acredito que posso Ser é o que me move e me acorda todo o dia para essa Jornada. Lógico que durante a estrada não sei o que posso encontrar. Só sei que lá no fim estará o meu Começo e a minha Coragem de conhecer esse mundo que sonhei; que trago desde o passado. Para esse mundo virá, um dia, um alguém, bem pequenininho, que desejará sonhar tanto como eu sonhei e eu quero que ele possa Acreditar no mundo que ele estará...

É uma pena que tenha tanta gente que não Acredite! Quanto mais velhos ficamos, menos acreditamos: lemos, não acreditamos em Deus; falamos, não acreditamos mais em Políticos; o coração quebra, não acreditamos mais em Amor; não ouvimos mais, não acreditamos no que os outros falam; não vemos, não acreditamos em qualquer coisa imperceptível para os olhos cegos! Acho que hoje eu precisava dizer que Acredito, para começar uma nova etapa amanhã: eu Acredito em fadas, em duendes, em animais falantes; Acredito em perdão; Acredito no Amor; Acredito em anjos; Acredito em Deus; Acredito na Amizade; Acredito em um Mundo Melhor; Acredito no que me falam; Acredito na Realização; Acredito que chocolate não dá espinha; Acredito que posso ser Feliz; Acredito na minha família; Acredito que minhas amigas ainda me Amam; Acredito que já fui importante para muita gente; Acredito que meus bichos de pelúcia fazem uma festa durante a noite; Acredito que o Pedro Bandeira vai retornar meu e-mail; Acredito que o Peter Pan pode me levar para a Terra do Nunca se eu deixar a janela aberta; Acredito em Príncipe Encantado e em Sapo também; Acredito em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, na Galinha dos ovos de ouro, no Grilo Falante; Acredito nos desejos das estrelas cadentes; Acredito Saudade; Acredito que Dom Sebastião vai voltar; Acredito que ainda vou ser magraaaa! Acredito no que vejo e no que não vejo; Acredito em um monte de coisas que esqueci de citar; Acredito em tudo! Acredito em vocês e, principalmente, Acredito em Mim... Por mais maluca que eu seja ou esteja ficando com a idade.

Beijos para todos e Boa Páscoa, Mi

 



Escrito por Camila Alves às 18:15:23
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